quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Boletim Informativo da Comissão de Melhoramentos do Carvalhal 1975 - 1987


 Comissão de Melhoramentos do Carvalhal

Esta comissão nasceu para colmatar as grandes carências que existiam, e ainda existem, no nosso lugar.
Foi o seu primeiro impulsionador o senhor Manuel Maria Joaquim 
Em onze do mês de Outubro de mil novecentos e setenta e cinco (1975), em Assembleia Deliberativa, foi eleita a primeira comissão que passou a denominar-se:
“COMISSÂO DE MELHORAMENTOS DO CARVALHAL”
Foram eleitos os Senhores:
Jacinto Domingos
João Marques Martins
Maria do Carmo
Entretanto, durante o período que mediou entre o ano de mil novecentos e setenta e cinco (1975) e o ano de mil novecentos e oitenta e seis (1986), teve outros elementos que deram a sua colaboração.
O programa de melhoramentos que apresentamos era ambicioso, mas não impraticável, entre eles destacavam-se os seguintes:
1. Puxar a água da fonte para os fontenários a distribuir pelo lugar
2. Reparação da estrada entre o Carvalhal e a Serra
3. Caixa ou marco para correspondência
4. Telefone público
5. Construção de um salão para convívios
6. Construção de uma capela
7. Dependência para os serviços administrativos
8. Instalação de uma biblioteca
9. Pressionar a Junta de Freguesia para a instalação de uma farmácia na Serra e adquirir uma ambulância
Alguns destes melhoramentos já foram realizados outros aguardam a melhor oportunidade.
Esta comissão que praticamente terminou o seu mandato, em face da celebração da escritura notarial que constitui uma Associação, se bem que, ter tido informado das contas e o decorrer dos trabalhos, patenteado o nas reuniões efectuadas, entendeu apresentar através deste boletim, toda a actividade desenvolvida no período 1975 a 1987.
Nos elementos que se apresentam, é muito possível haver, e há, no que se refere a nomes de pessoas que contribuíram com o seu esforço e dádivas, qualquer troca, nomes incompletos, pois como é óbvio, dada a natureza das festas convívios, ofertas e outras, não nos forneceram os dados completos como era o nosso desejo.
Por este facto, pedimos desde já desculpa por quaisquer anomalias que possam aparecer.
No entanto, ficamos ao dispor de todos que queiram apresentar qualquer reclamação.
Não foi tarefa fácil o trabalho desenvolvido onde aparecem os contentamentos e descontentamentos. Felizmente tudo foi ultrapassado pela confiança que o povo nos honrou de forma a podermos cumprir a nossa missão.
Prestamos aqui também a nossa homenagem e sentimentos de pesar pelos nossos conterrâneos que já partiram para a eternidade.
As contas gerais que a seguir desenvolvemos, tiveram os seguintes montantes
Receitas Totais – Esc.: - 2.397.665$70
Despesas Totais - Esc.: - 2.515.166$40
Verifica-se a existência de um défice no montante de Esc: - 117.500$70
Todos os interessados em confirmar estes valores podem dirigir-se á Comissão, onde poderão fazer através de documentos comprovativos, assim como, qualquer omissão ou dúvidas que possam suscitar, prestará todos os esclarecimentos

A COMISSÂO

Contas Gerais
As receitas globais fixaram-se em esc: 2.397.665$70 distribuídas pelas seguintes rubricas:
DONATIVOS..................Esc: - 1.040.009$00
FESTAS E CONVIVIOS....Esc: -1.153.914$70
MATERIAIS (Venda)......Esc:              700$00
ÁGUA (Exploração)......Esc        203.402$00

As despesas totais somaram esc: 2.515.166$40, distribuídas tambem pelas seguintes contas:
DESPESAS GERAIS ................... Esc:         57.435$50
MÃO DE OBRA......................... Esc        274.748$50
MATERIAIS............................... Esc: - 1.012.407$20
ENERGIA ELÉCTRICA................ Esc:         34.594$70
FESTAS E CONVIVIOS ............. Esc:        626.955$50
CAPTAÇÃO DE ÁGUA ( Nova ) Esc:         318.025$00
MÓVEIS E UTENSILIOS........... Esc:         191.000$00

Existe um saldo negativo no montante de: Esc.: -117.500$70

Damos a seguir o desenvolvimento por fases dos gastos efectuados com os melhoramentos realizados




1ª FASE

Teve como é natural em primeira fase, o abastecimento de água ao lugar através dos fontenários. Foram construídos sete nos sítios mais adequados á sua utilização.
Não há duvida que foi um dos melhoramentos de maior interesse, o que nos apraz aqui mencionar o que foi feito para tornar possível este empreendimento:
Foram aplicados na rede geral:
Acessórios 49 Peças Diversas
Areia 10 Metros Cúbicos
Betão Armado 16,5 Metros Cúbicos
Cascalho 3 Metros Cúbicos
Cimento 1,5 Toneladas
Cofragem 20 Metros Cúbicos
Ferro 0,852 Toneladas
Gasóleo 520 Litros
Mão de Obra 912 (a)
Pregos 33 Kg
Saibro 10 Metros Cúbicos
Tijoleiras 500 Unidades
Tubo Galvanizado 27,7 Metros
Tubo Plástico 1,440 Metros
(a) 592 Horas foram dadas pela população.


Dos 7 fontenários, 6 foram construídos e oferecidos pelos Senhores:
1. ANTÓNIO PEDRO
2. JACINTO DOMINGOS
3. FERNANDO DIAS
4. FERNANDO ABREU
5. JOSÉ ANTUNES SERENO
6. BENARDINO PEDRO



O total das despesas efectuadas com os fontenários a funcionar até Outubro de 1987, elevaram-se a Esc: 294.144$90, não estando aqui incluídas as despesas com a nova captação de água, que serão mencionadas na 3ª fase dos melhoramentos.



 Fontenário Principal
As cantarias e mármores que embelezam este fontenário, foram oferecidos pelo nosso conterrâneo Senhor ANTONIO ANTUNES LATA
O Fontenário foi construído no local dum antigo forno cedido pela Família do Senhor Eng.º. MANUEL DOMINGOS.
Como é sabido de todos, depois de se encontrar em funcionamento a distribuição de água pelos fontenários, pretendeu-se entregar a exploração aos Serviços Municipalizados, o que não sucedeu, dado às dificuldades económico-financeiras de momento, conforme foi deliberada pelo Conselho de Administração em sua reunião de 12 de Maio de 1978. Nesta conformidade, foi esta Comissão autorizada a efectuar a exploração directa, dentro das condições que foram acordadas.
Não queremos deixar de realçar, o grande significado desta obra, que foi inaugurada no dia 7 de Agosto de 1976, com a presença dos Exmº Senhor Presidente da Camara Municipal de Tomar e o Exmº Senhor Presidente da Junta da Serra.
Nunca é tarde lembrar algumas passagens a propósito, no discurso pronunciado pelo Senhor MANUEL MARIA JOAQUIM
“... Para iniciar queria perguntar aos filhos desta terra, principalmente aqueles que amargaram com o cântaro de água á cabeça ou ás costas, da fonte a sua casa, como se sentiam quando chegavam á oliveira torta, ou ao cimo da ladeira da IRENE? A resposta de todos será esta: Se pusessem a mão na boca rebentavam como uma cigarra! É ou não verdade?... Quero Salientar que as mulheres tiveram um papel muito importante na construção desta obra, não se esquivando a quaisquer trabalhos pesados, pelo contrário, pegaram na picareta e na pá como homens, abriram e taparam valas, fizeram argamassa e acarretaram-na, enfim, sujeitaram-se a todos os trabalhos difíceis que geralmente são executados por homens. É caso para dizer que no Carvalhal ainda existem mulheres de têmpera... Peço pois a vós jovens que não se desorganizem, pelo contrário, trabalhai sempre para um melhor aperfeiçoamento, preenchendo sempre os lugares que vão sendo deixados pelos mais velhos por outros mais novos...”

Também, ao discursar nesta inauguração o Senhor ANTÓNIO JOÂO CARLOS pronunciou, entre outras, as seguintes passagens:
“... Á Câmara Municipal por intermédio de V. Excelência Senhor Presidente se agradece a preciosa colaboração através da oferta da baixada á cabine junto da fonte, o que muito veio atenuar os problema que eram enfrentados pela Comissão de Melhoramentos. Igualmente á Junta da Freguesia, na pessoa do Senhor Presidente MANUEL PARDELHAS, um agradecimento pelo entusiasmo que sempre demonstrou na realização desta obra, ajudando em tudo ao alcance das suas possibilidades. Ao povo do Carvalhal um agradecimento muito especial pela sua disciplina consciente que sempre revelou no decorrer dos trabalhos, procurando sempre através de diálogo nas reuniões deliberativas, ajudando questões que se propuseram para serem resolvidas, dando a melhor colaboração e o melhor do seu contributo, como se pode verificar dos mapas elucidativos patentes no Salão de Festas. Não esquecendo aqueles que apesar de não serem do nosso lugar, nem da freguesia, contribuíram também para o nosso projecto a esses, os nossos melhores agradecimentos...”

2ª FASE
Reparação da Estrada

Após várias insistências por parte desta Comissão junto da Camara Municipal de Tomar e da Junta Autónoma das Estradas, com delegações em Tomar e Santarém, foi possível levar a cabo este melhoramento.
Houve vários contratempos, paralisação dos trabalhos, etc. Tudo isto, foi dinamizado com as diligências efectuadas por esta Comissão junto das entidades oficiais.
A despesa que foram a cargo da Câmara e da Junta Autónoma das Estradas, uma parte foi suportada por esta Comissão no alargamento da estrada no troço junto á estrada da Serra para o Canto de Baixo, com a destruição do muro existente e a construção de outro com cerca de cento e cinquenta metros.




 3ª FASE
 NOVA CAPTAÇÂO DE ÁGUA

Tendo-se verificado após um prévio estudo, que havia a possibilidade de se proceder á ligação de água para as residências com uma nova captação, para contrabalançar o nascente de água nativa (fonte), assim se fez, com a execução de um furo artesiano.
Este melhoramento custou ESC: - 331.195$00, sendo ESC: - 318.025$00 para o furo e           ESC: - 13.171$00 para alguns materiais e mão de obra.
Podemos estar orgulhosos por levarmos a efeito esta obra, dado que, não temos tido falta de água
A Comissão apela ao povo deste lugar para a conservação dos fontenários, evitando a sua degradação visto que é, melhoramento de grande utilidade.
Não nos esqueçamos, que foi o povo que a em Assembleia Deliberativa realizada em 25 de Julho de 1976 que aprovou o regulamento da exploração e conservação do fornecimento de água.
O abastecimento já rendeu até Outubro de 1987 a importância de  ESC: - 203.042$00,



4ª FASE
SALÂO CONVIVÌO

Considerando que o salão que existia, não satisfazia as condições necessárias, fazia parte do programa desta Comissão, a construção de um novo edifício que melhor servisse a comunidade.
Neste sentido, a Comissão diligenciou junto dos proprietários com terrenos anexos, solicitando a cedência de parcelas do terreno de forma a alargar o espaço, advindo dai, um terreiro mais espaçoso.
Foi esta comissão bem sucedida. Pela Família do Sr. JACINTO DOMINGOS e a Família do Sr. MANUEL DOMINGOS, cederam-nos parcelas junto ao antigo salão.
Por parte de Sr. ANTÒNIO JOSÈ BLAIZE DO AMARAL SEMBLANO, uma faixa com cerca de 50 metros quadrados, também grátis. De igual modo, pelo Sr. FRANCISCO VICENTE NUNES cedeu um terreno com a área de aproximadamente 120 metros quadrados, onde se construiu o salão para convívios.
Ainda neste terreno está projectado mais uma construção para a instalação dos serviços administrativos, biblioteca e telefone posto publico.
O custeamento deste novo salão elevou-se a ESC: - 744.999$00, estando incluindo a verba o valor de alguns móveis. Porém, se considerarmos as ofertas em materiais e mão-de-obra, o valor deste empreendimento aumentaria consideravelmente.

5.ª FASE
CAPELA

No edifício que serviu de salão de convívio e capela simultaneamente, foi remodelado para uso exclusivo da capela.
Aqui, temos que fazer uma referência muito especial à pessoa que deu origem a este salão, que sempre lutou pelo bem-estar do povo do Carvalhal, que foi o Senhor JOÂO MARQUES MARTINS que infelizmente já não se encontra entre nós.
As despesas com esta obra foram de ESC: - 450.918$50, incluindo móveis e alguns artigos religiosos.
Algumas ofertas, entre elas destacamos as seguintes:
SACRÀRIO E OUTRAS IMAGENS, PARAMENTOS, CANTARIAS E MÁRMORES
PORTAS, MADEIRAMENTO, AZULEJOS, Mão-de-obra, ETC
Se assim não fosse, o valor real das despesas seria muitíssimo mais elevado.
A capela foi inaugurada em 6 de Setembro de 1986, com missa celebrada por Sua Excelência Ver.ª Senhor D. FREI ANTÒNIO FRANCISCO MARQUES (Bispo de Santarém).

FESTAS – CONVIVIOS
SORTEIOS – JOGOS DESPORTIVOS

Durante a nossa vigência, realizaram-se diversas festas, convívios, sorteios e jogos desportivos, organizados pela juventude deste lugar, tendo á frente o espirito organizador do Sr. JOÂO SANTOS CAETANO que chegou a formar um rancho folclórico constituído por 8 raparigas e 8 rapazes, que muito contribuíram para animar as nossas festas, nunca faltando os jogos desportivos e celebres leilões de bebidas finas e artigos de valor.
Desta forma, os resultados verificados entre receitas e despesas foram animadores, como a seguir se demonstra
RECEITAS……………………..Esc.:- 1.153.914$70
DESPESAS…………………….Esc.:-     626.955$50
RESULTADO POSITIVO….Esc.:-     526.959$20



DONATIVOS VOLUNTÀRIOS


Independentemente dos auxílios recebidos por várias formas, houve donativos voluntários, cujo montante atingiu uma verba da ordem de Esc.:-  1.040.009$00, importância esta, que contribuiu grandemente para a execução desta missão, que foi melhorar as condições de vida do povo do Carvalhal
Por ser demasiada, não publicamos a lista dos ofertantes que, entre a população do Carvalhal, dos lugares limítrofes, amigos e anónimos andam por volta dos 280 pessoas



Finalmente, os senhores
ADELINO ANTUNES RODRIGUES DA SILVA
ANTÓNIO JOÃO CARLOS
ANTÓNIO MARIA DE ALMEIDA
JACINTO DOMINGOS
JOÃO DOS SANTOS CAETANO
MANUEL NUNES PEREIRA
Elementos da Comissão cessante, agradecem a todas as pessoas que comparticiparam com as suas ofertas e prestaram a sua melhor colaboração



















TEXTO E IMAGENS DO 
BOLETIM INFORMATIVO DA COMISSÂO DE MELHORAMENTOS DO CARVALHAL 
1975 / 1987
Mendigos... A nossa Freguesia foi registado nos livros de óbito alguns mendigos, contudo é algo forte de se ler, existia muito pobreza, tempos difíceis, o trabalhar de sol a sol, os filhos mesmo pequenos terem que trabalhar para a casa, o trocar animais por algum dinheiro e por outros alimentos. todos ouvimos estas duras historias, contudo mendigo é algo que não esperava encontrar... ficam aqui dois exemplos, sendo que já publicamos 1 no lugar do Carvalhal







1876 Jacinta Genoveva, nascida no lugar de Chão das Maias, filha de Basílio da Silva e Genoveva Maria, criada de servir, na Amoreira lugar da freguesia da Serra, solteira e com filho de pai incógnito, de seu Manuel, tal como diz o registo de óbito morreu por efeito de veneno, tinha um filho de 2 anos que após a sua morte foi levado para Tomar.
Pois desconhece-se se por acidente ou por opção a causa da sua morte foi envenenamento, o filho provalvelmente terá ido para a Roda de Tomar afim de ser criado por uma ama, e muitas mulheres foram amas de muitas crianças vindo da roda. Não se sabe muitos pormenores, até porque nos registos até agora transcritos da freguesia da Serra, ao contrario de outras freguesias de outros lugares e concelhos o padre não se alongava muito, por vezes ser omisso vários dados como profissões, naturalidade ou residencial e por vezes ate mesmo os nomes de pais ou avós.



sábado, 20 de janeiro de 2018

Vamos dar inicio a um novo capitulo
Os nomes a negrito correspondem a quem de alguma forma esteve ligado ao Carvalhal
Nasceram, Viveram e faleceram, enfim que  passaram pelo Lugar do Carvalhal e que ficaram nos registos paroquiais



Registos e datas de Batismos do ano 1803
Constatamos que nasceram no lugar no ano de 1803, 7 crianças sendo 5 do sexo Feminino e 2 do sexo Masculino

1803 Joaquina Maria, Madrinha de Feliciano

1803-05-01 Maria, filha de Joaquim dos Santos e Ana Maria moradores no Carvalhal, Pais de Ana Maria são Feliciano Nunes e Maria Antunes ambos naturais do Carvalhal, Padrinhos Manuel Antunes e Genoveva Maria ambos moradores no Carvalhal

1803-05-03 Maria Lopes natural do Carvalhal, mãe de Ana Maria

1803-05-15 Florinda, Filha de José Antunes (natural da Caxoaria) e Maria Antunes natural do Carvalhal e moradores no Carvalhal, Pais de Maria Antunes Feliciano Nunes e Maria Nunes ambos Naturais do Carvalhal

1803-06-22 Leocadia Nascida em Castelo Novo, Filha de Manuel Antunes natural do Carvalhal
e de Angelica Maria Natural e moradores em Castelo Novo. o pai de Manuel Antunes é Jose Antunes Natural no Carvalhal e morador em Castelo Novo

1803-07-04 Joaquim filho de Manuel Nunes de Oliveira e de Maria de Jesus moradores no Carvalhal a mãe de Manuel Antunes é  Josefa de Oliveira natural do Carvalhal, foi Padrinho Manuel António do Carvalhal  

1803-10-02 João filho de Manuel Rodrigues e Maria Joaquina Pais de Manuel Rodrigues  são  João Rodrigues ( natural de Viena, S. Lourenço , Porto) e Ana Lopes natural do Carvalhal e moradores no Carvalhal. Pais de Maria Joaquina são José da Silva natural do Carvalhal e Antónia Maria natural de Castelo Novo ambos residentes no Carvalhal

1803-10-11 Manuel Afilhado e Sobrinho pelo lado materno de Francisca

1803-10-07 Josefa Filha de Manuel da Silva natural do Carvalhal morador na Esteveira com Maria de Jesus, Filho de José Antunes da Silva natural do carvalhal e Antónia Maria natural de Castelo Novo, ambos moradores no Carvalhal

1803-11-20 Afilhado de Manuel Sebastião morador no Carvalhal

1803-11-23 Rosa filha de Sebastião dos Santos e Josefa Maria ambos moradores no Carvalhal, neta Paterna de José dos Santos natural de Carrapatoso, Souto, Abrantes e Maria Antunes natural do Carvalhal e moradores no Carvalhal. Neta Materna de José Antunes Natural da Rola, freguesia da Atalaia e Rosa Maria natural do Carvalhal e lá moradores

1803-12-15 Maria filha de Paulino dos Santos e Maria Rodrigues moradores no Carvalhal, neta paterna de José Antunes e Maria de Oliveira ambos naturais e moradores no Carvalhal, Padrinho Manuel Sebastião e Madrinha Maria de Jesus residentes ambos no Carvalhal

sábado, 4 de novembro de 2017

Hoje desenterramos mais um baptismo, com ligações á nossa aldeia, o curioso deste registo foi o padrinho ser o Padre e a sua criada, não era nada fora do normal, ja se transcreveu diversos que o padre tinha sido o padrinho ,as ainda não tínhamos apanhado nenhum que relata-se a criada do padre, deste modo também conseguimos identificar não só os padres que estiveram presentes na freguesia , mas também quem tomava conta dele

Registo n.º 46 dia 20 mês de Junho do ano 1870 -  Castelo Novo - Conceição

Aos 20 dias do mês de Junho do ano de mil oitocentos e setenta nesta paroquia Igreja Nossa Senhora da Purificação da Serra concelho de Tomar Diocese do Patriarcado de Lisboa o Reverendo Padre João Henriques Carapinha coadjutor desta Freguesia baptizou solenemente um individuo do sexo feminino a quem deu o nome de Conceição primeira do nome que nasceu nesta freguesia pelas sete horas da manha de vinte e seis de Maio do presente ano filha legitima de José Freire trabalhador e Joaquina Rosa de ocupação Domestica nesta freguesia e paroquianos desta naturais ele do Carvalhal e ela de Castelo Novo e ali moradores Neta paterna de Manuel Freire Trabalhador e Ana Rosa de ocupação domestica ele da Barreira Grande e ela do Carvalhal e ali moradores e Materna de José Caetano Trabalhador e Francisca Rosa de ocupação domestica natural ela da Arega Bispado de Coimbra e ele de Castelo Novo e ali moradores. Foram Padrinhos o Reverendo Padre João Henriques Carapinha coadjutor desta Freguesia e  sua criada Francisca da Conceição solteira de ocupação domestica, e para constar lavrei em duplicado este assento que depois de lido e conferido perante os padrinhos, comigo assinou o padrinho somente era ut supra
O Padre João Henriques Carapinha
O Prior José Antunes da Silva Mota Neves



sábado, 14 de outubro de 2017



Quando o Padre baptiza sob condição por quem fez o baptismo não estar presente no ato, e também ser um homem a baptizar e não a parteira

Aos doze dias do mês de Outubro do ano de mil oitocentos e setenta, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora da Purificação da Serra, concelho de Tomar Patriarcado de Lisboa, Baptizei Sob Condição,  fazendo as mais cerimonias que manda o ritual romano a um individuo do sexo feminino que por necessidade havia sido baptizada em casa dos seus pais, por Jacinto Nunes, casado, Proprietário, morador neste lugar da Serra, o qual por não estar presente neste ato duvidei da validade do baptismo, a cujo o individuo dei o nome de Antónia, e que nasceu nesta freguesia ás duas horas da tarde, do dia sete do mês de Agosto de mil oitocentos e setenta, filha legitima de Joaquim da Costa Carvalho, proprietário da Serra e sua mulher Antónia do Carmo de ocupação doméstica, ambos naturais deste lugar da Serra recebidos nesta freguesia e paroquianos da mesma e moradores na dita Serra, neta paterna de João da Costa Carvalho, proprietário e Dona Maria Amália da Conceição de ocupação doméstica deste lugar da Serra, materna de Manuel Simões, proprietário e Maria do Carmo de ocupação doméstica do supra dito lugar da Serra. Foi Padrinho o Vigário desta freguesia Manuel Joaquim Branco e Madrinha Dona Antónia Amália da Conceição casada com José Nunes Pereira e Tia Paterna da Baptizada do lugar da Levegada desta freguesia, os quais sei serem os próprios e para constar lavrei em duplicadado este assento que depois de ser lido e conferido perante todos comigo assinou a madrinha

obs 1 casou-se com Constâncio Soeiro em dia 1 Março 1897
       2 Constâncio Soeiro marido do individuo, faleceu em Tomar 25 Dezembro 1932
       3 Faleceu em Lisboa Freguesia S. Joao de Brito pelas doze horas dia 21




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Como estamos a celebrar o nosso 42º Aniversario, fica aqui um mimo de uma parte dos registos de nascimentos catalogados do lugar do Carvalhal, fica aqui um mimo pois em breve já vem com os avós paternos e maternos e padrinhos, muitos deles também do lugar do carvalhal e ai abrir um maior numero de pessoas, embora na recolha se esteja a fazer da freguesia toda ... também conforme os anos as informações serão mais completas, visto o padre em alguns colocar ate as profissões...