terça-feira, 2 de junho de 2020





Tantas vezes passamos pelo mercado da serra, aos domingos de manha, com pão bolos, tremoços, queijos, fruta e árvores de fruto ou roupas... Estão 109 anos de mercado da Serra... Inaugurado em abril de 1911 era mensal e realizado ao segundo domingo do mes, vendia se tudo o que a terra produzia e que o campo dava... Hoje facilmente podemos ir ao mercado de Ferreira ou ao mercado de Tomar, a boleia ou de transporte próprio, os acessos comparados a época fenomenais.... Embora certos locais não seja recomendável transitar ...
Quando forem às compras ao mercado vejam como local histórico e os teus parentes já por lá passaram..


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Santa do 14

Um culto que morre aos poucos
Perto de Tomar, entre Serra e Chão das Maias, no lugar de Bugarrel, há um santuário que nunca entusiasmou nem foi reconhecido pela Igreja Católica Romana. Dizem os mais críticos que foi para não fazer sombra à Cova da Iri
a.
A origem da devoção popular da Cova da Cruz deve-se a Olinda do Céu, uma jovem de 14 anos que a 5 de Junho de 1947 teve uma visão de Nossa Senhora quando seguia a pé de casa, no Chão das Maias, para a igreja de Serra. A jovem, de origem humilde, viu em cima de um sobreiro uma senhora triste, num vestido roxo, com uma coroa em torno da cabeça. Desde então foram muitos os devotos que se deslocaram em romaria ao local, acreditando tratar-se de uma visão tão verdadeira como a de Fátima. Para acabar com a crendice vários homens da aldeia organizaram-se e mandaram abaixo a árvore.
António Francisco mora na Quinta do 14, a poucos metros do local de culto, e conta-nos que “os que cortaram o sobreiro, alguns ainda meus familiares, nunca mais tiveram sorte na vida. Nem os bois que carregaram a lenha escaparam. Deixaram de comer, levaram-nos para serem vendidos na feira de Santa Cita, mas acabaram por morrer”, lembra o septuagenário.
No lugar onde antes se erguia o sobreiro, e onde Olinda rezava todos os dias, foi construída uma capela. No espaço simples, sem paredes, e de telha vã, foi preservado o tronco da árvore da aparição. Está guardado por trás de um gradeamento de ferro pintado de azul, nas traseiras do pequeno altar onde não há imagem.
António conta que em tempos havia muitas oferendas de ouro e dinheiro, que ficavam guardados na parte fechada da capela, mas desapareceu tudo. A partir daí um senhor de Sintra ficou encarregue de guardar a chave. Morreu há uns anos e desde então a imagem permanece encerrada. Por cima do altar lê-se a inscrição “Vinde a Mim Todos”, mas as flores de plástico que rodeiam o espaço denotam que ali há muito não vai ninguém.

Foi o padre que estragou tudo
O vizinho da capela lembra também que várias pessoas lhe garantiram ter visto, na companhia de Olinda, o sol a dançar e a mostrar-se de várias cores. “Na altura a Igreja não tinha interesse em que houvesse aqui outra Cova da Iria e por isso o padre fez tudo o que pôde para abafar o caso. Foi o padre que estragou tudo”, conta António Francisco. Pouco tempo depois de muitos afirmarem terem visto as manifestações, acabaram por desmenti-las. Maria Olinda foi apedrejada na via pública e observada em hospitais psiquiátricos.
Entre os vários milagres de que há registo, António lembra a história de um homem coxo que todos os dias 14 rezava na capelinha até que um dia deixou de coxear e pendurou a bengala no interior do telheiro. Ali ficou durante mais de vinte anos como testemunho do feito.
Olinda faleceu em 1974, tinha 41 anos. O pároco recusou-se a sepultá-la dentro do cemitério. Por insistência do povo acabou por ser enterrada mesmo no limite, colada ao muro.
O MIRANTE - Edição de 22.01.2019


A Barreira esteve em festa,
E quer pelas fotos da animação, quer pelos post de felicidade, mas acima de tudo pela importância de lá terem estado...
Barreira - um pouco de ti , para nós
Lisboa, que hoje conhecemos foi construída por inúmeros construtores civis, a maior parte do nordeste de Tomar, mais precisamente da freguesia da Serra, filhos de gente humilde que lançaram se jovens na construção civil, existiram um grupo de construtores que abriram uma janela de negócio e uns visionarios para o tempo que era de construir prédios e venderem os seus andares, assim deste modo existiram muitos pioneiros deste lugar, que deram lugar a que outros tentassem a sua sorte na capital, havia sempre lugar para mais um... Contudo estes "imigrantes" nunca esqueceram o seu berço, orgulhosamente tentavam dignificar a sua terra e a sua gente, quer com ofertas, quer com apoios, sim festas, estradas, capelas e Santos, água enfim inúmeras dávidas, e não era só para o lugar mas também para a freguesia, dando assim ao de leve... ajudas para a reconstrução da igreja, para o lar, para a casa de acolhimento dos velhotes , para o Tonito, para a casa paroquial.
Mas vamos para a festa...
Aqueles jovens de outros tempos, hoje alguns sábios do tempo ainda por cá permanecem, outros o tempo encarregou de levar o seu corpo mas a memória permanece na família e amigos, tinham uma devoção a Santa Luzia, e além disso se fazia festas em honra dela, a aldeia era vestida de gala para os naturais e reuniam-se na ermida em comunhão com o pensamento, aqueles que emigraram ajoelhavam-se aos pés da Santa pedindo a felicidade para o seu lar. A festa tem sido realizada todos os anos, não havendo lembrança de algum periodo que não se tenha feito, mudando apenas o seu período de festejo, por exemplo década de 50 era no mês de outubro.
Mais precisamente no ano de 1957, foi realizada a festa de 12 a 14 de outubro, e foi precisamente nas festas a dia 13 que foi inaugurada a capela de Santa Luzia, assinada pelo arquiteto Lucínio Cruz, foi construída dentro do lugar custeada pelo povo, com dávidas de material, e mão de obra e o valioso auxilio de várias formas de construção civil na capital, que assim se associaram ao pensamento digno e nobre, que a comissão promotora de todos os melhoramentos a inaugurar. No mesmo dia 13 com a abertura das portas da capela também foi inaugurado o coreto construído no adro do templo, para os seus devotos recrearem o seu espírito na arte dos sons, aquando os agrupamentos musicais visitarem a barreira para animar com os seus concertos.
Mas com a abertura da capela e espaço de música , era preciso chegar ao lugar, e deste modo foi inaugurado tambem o acesso de cerca de 1 km substituindo o velho e tortuoso caminho que os peregrinos abriram para ir ao encontro da sua Santa.
Deste modo o povo das Barreiras está grato as entidades eclesiástica e camarária, que permitiram estes melhoramentos, aos benfeitores que ajudaram e apoiaram esta comissão, e na qual agradece a todos que estiveram presentes nas festas da padroeira em honra de Santa Luzia

13 Outubro de 1957
Festividades em Honra de Santa Luzia
Não andaremos longe da verdade se afirmarmos, publicamente que uma grande maioria de construtores civis, a quem Lisboa deve a sua transformação e ampliação, que a tornou Cidade moderna, ao lado das suas congéneres europeias, são naturais do concelho de Tomar e muitos do lugar de Barreiras, filhos de humildes e que modestamente se lançaram na construção civil onde, mercê de muito sacrifício e da sua actividade, conseguiram elevar grande serie de edificações e receberam o prémio do seu árduo trabalho, que os colocou numa situação, sem, todavia, esquecerem a terra que lhes foi berço.
É SANTA LUZIA a padroeira de Barreiras, a quem os naturais deste lugar consagram grande devoção.
A 12,13 e 14 deste mês em homenagem aquela Santa, o lugar de Barreiras - Serra de Tomar - veste galas para honra dos seus naturais, reunindo-os na sua ermida, em perfeita comunhão de pensamento - mesmo daqueles que emigraram em procura de um melhor estar, que aos pés da sua Santa desejam bem dizer a felicidade dos seus lares.
No programa das festividades o dia 13 de Outubro vai ser o de maior regozijo para todo aquele humilde povo. A velha ermida, tão centenária e que a acção do tempo - nestes 400 anos decorridos - arruinou, aparecerá no seu lugar uma nova capelinha - devidamente ao projecto que graciosamente executou o arquitecto Lucinio Cruz - mercê de muitas dedicações e esforços do povo de Barreiras, a qual dará melhor lugar, condigno e sagrado, a Santa Luzia, numa fervorosa prece dos seus muitos dedicados admiradores devotos,
Ricamente construída, dentro do ambiente do lugar e da religião, enriquecida com peças de valor - por ofertas graciosas - a nova capelinha de Santa Luzia recebeu dos homens da construção civil, natos daquele lugar, a prova de quanto é venerada. A obra a inaugurar foi executada à custa do povo do lugar, com dádivas de material e mão de obra, registando ainda o valioso auxilio e concurso de varias firmas da Capital, ligadas à construção civil que , assim, se associaram ao pensamento digno e nobre que a comissão promotora de todos os melhoramentos a inaugurar chamou a si com a elevação, em honra de Santa Luzia, da sua nova capelinha. Mas a comissão também no dia 13 de Outubro, quando Santa Luzia vir aberta a porta do seu novo templo irá também apreciar o novo coreto construído no adro do templo irá também, apreciar o novo coreto construído no adro do templo para os seus devotos recrearem o seu espírito na divina arte dos sons, quando agrupamentos musicais ao lugar venham dar os seus concertos. E para que desaparecesse aquele velho e tortuoso caminho que os peregrinos abriram até chegar ao lugar da sua Santa, uma nova estrada de cerca de um quilometro vai, ainda ser inaugurada.
Está o povo de Barreiras grato às entidades eclesiásticas e à Câmara Municipal, que permitiram todos estes melhoramentos, aos benfeitores que tão abnegadamente auxiliaram a Comissão que levou a efeito esta iniciativa e confiado está de que todos os conterrâneos estejam presentes nos dias das festividades em honra da sua padroeira SANTA LUZIA


A nivel de Curiosidade
Santa Maria da Serra
Corria o Ano de 1554, a Freguesia de Santa Maria da Serra tinha de Fogos um total de 134 e era composta por 42 Aldeias, Lugares e Casais e entre elas existia a Aldeia do Carvalhal
nesta aldeia existia 12 casas ( fogos ) sendo o sexto local mais habitado da Freguesia, as mais habitadas era a
Aldeia da Barreira Grande e Pequena com 24
Aldeia de Vila Nova com 17
Aldeia da Levegada com 14
Aldeia de Caramouchel com 14
Aldeia da Junceira com 13
Aldeia do Carvalhal com 12
Portanto estávamos ate muito bem posicionados em termos de população , outra singularidade seria as capelas
em 1554 alem da igreja paroquial existiam as seguintes Capelas, Ermidas e Oragos na freguesia
Santo André no Carvalhal
S Domingos nas Lameiras
S Giao ( abaixo da Igreja da Serra )
S Domingos de Vila Nova
S Pedro do Chão do Calvo
S Mateus das Junceiras
Santa Luzia no Lugar da Barreira

domingo, 31 de maio de 2020



" Os assentos reformados dos Baptismos que se haviam feito doze meses antes da guerra e nela foram destruídos pelo inimigo andar se iao neste livro de folha 125 em diante"
Foi esta a informação que se encontra e relata nos registos Paroquiais da Serra





Em 1763 um excerto do Livro que fazem referencia ao Carvalhal e á sua Padroeira da Freguesia